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FRUTO DO ESPÍRITO NO RELACIONAMENTO FAMILIAR (3)
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Mas o fruto do Espírito é: Paz... Gálatas 5:22
“... busque a paz e empenhe-se por alcançá-la...” (1Pedro 3:11). Essa passagem exige
a “promoção” da paz. O mal é vencido pelo bem. Ah! como deveríamos observar este
princípio! Porque poucas são as pessoas que buscam criar a paz, onde só há discórdia
e contenda. Mas muitas são aquelas que promovem ativamente a discórdia e a atitude
censuradora.
A paz deve ser buscada subtende, pelo que o apóstolo escreve, que é mister perseguí-la,
para que seja obtida. Somos exortados a buscar a paz. Uma atitude “pacificadora”
deve ser vista como uma busca positiva.
Quanta paz falta nos lares, onde ninguém a busca diligentemente como deveria fazer.
É fácil desconsiderar a Palavra de Deus e considerá-la inaplicável. Quantas oportunidades
nos são dadas diariamente no nosso convívio familiar para exercitar esse princípio
e perdemos por não crermos no que a Palavra de Deus diz, que “grande paz tem os
que amam a lei do Senhor” (Salmo 119:165). Ele é a fonte de toda a paz.
Quando formos desejosos que a paz reine em nossos lares, estaremos bem atentos a
qualquer sinal da falta dela. É importante ressaltar que esta paz não terá que ser
conseguida a qualquer preço. Digo isso porque há pessoas que acham que um ambiente
onde ninguém se expressa dizendo o que o tem incomodado, é um ambiente de paz. Pelo
contrário, quando a paz real permeia as nossas casas, temos oportunidade de sermos
sinceros um para com o outro, falando e expondo o seu modo de pensar, sem censura.
Lógico que isso deve ocorrer dentro de um padrão de educação, sem farpas.
Pratique a paz, para ter paz e retê-la. Devemos praticá-la, fazendo da paz um exercício,
deixando que ela governe as nossas vidas. Assim a paz permanente, a de Cristo, dominará
toda a nossa existência. Ficaremos calmos durante a tensão, imperturbáveis nas aflições,
e resolutos ante o desastre. Essa foi a paz da mente, do coração, e do caráter que
Jesus manifestou durante as horas angustiosas da prova do Calvário.
Há alguns anos atrás aconselhei uma mulher crente, mas que estava com problemas
graves no seu relacionamento com o marido. A paz já havia fugido há muito da sua
casa. Até a polícia já tinha sido chamada pelos vizinhos para socorrer aquela família,
tamanha era a briga ali existente. Conversando com ela perguntei se aos domingos
ela vinha para a igreja com a Bíblia na mão. Ela respondeu que sim. Eu ainda perguntei
se os porteiros do seu prédio a viam saindo para a igreja, e ela disse que sim.
Então eu a aconselhei a esconder a sua Bíblia na bolsa porque era uma vergonha ela
ser identificada como crente se a vida dela demonstrava outra coisa que não a vida
que uma verdadeira crente deveria ter. O que mais me surpreendeu foi o quando ela
ainda me disse, que na porta do seu apartamento havia o versículo: “Eu e a minha
casa serviremos ao Senhor”. Aí eu a aconselhei a retirar o versículo até que a vida
dela e do marido fosse condizente com ele. A mesma coisa ocorreu com um motorista
que preocupado com o seu temperamento procurou ajuda com o pastor.
---- Pastor: o que devo fazer quando estou dirigindo e fico nervoso, com vontade
de xingar os outros motoristas e perco a paz?
O pastor coçou a cabeça e respondeu: --- Antes de mais nada, você deve tirar do
carro aquele adesivo “Jesus te ama!”.
Quanta falta de testemunho damos quando a paz que deveria ser vista em nossas vidas
e em nossas casas passam bem longe. Algumas vezes é difícil conservar a mente e
o coração em paz em tempos de tormenta. Contudo se pudéssemos compreender que há
um esquema superior de coisas, e que Deus está promovendo algo valioso em nossas
vidas, sobreviria a paz de espírito a despeito das circunstâncias. Deus procura
fazer de nós pessoas maduras. É só lermos o que o salmista diz no Salmo 138:8: “O
que a mim me concerne o Senhor levará a bom termo”.
A você meu caro leitor, convido-o a exercitar a paz no convívio com os seus entes
queridos. Assim a presença do “Príncipe da Paz, Jesus”, estará reinando em sua casa.
E onde Ele está, ali também tem abundância de alegria. E é sobre a alegria, outro
aspecto do fruto do Espírito, que estaremos falando no próximo artigo.
Aguarde-nos e seja abençoado(a)
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