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COMUNICAÇÃO FAMILIAR (4ª Parte)
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No princípio abordado na matéria passada, vimos a necessidade de aprendermos a ouvir
e, dessa forma, melhorando a comunicação, podemos conseguir a atenção de alguém,
o que não é tarefa simples. Devemos estar dispostos a por tudo de lado para ouvir.
É um privilégio quando alguém se dispõe a silenciar todas as coisas a fim de ouvir
claramente. Desligando o rádio, fechando o jornal que estava lendo, deixando assim
aquilo que para ela era importante no momento e mostrando interesse no que o outro
fala.
Se para uma boa comunicação temos que ter cuidado com o ouvir, muito maior cuidado
devemos ter com a fala. Vamos tratar de alguns obstáculos mais comuns que prejudicam
uma boa comunicação, na área da fala.
Um obstáculo que devemos remover é a raiva, ou ira. Um dos principais motivos da
quebra da comunicação familiar, ou em outro qualquer relacionamento, é a raiva.
A raiva gera energia, que leva a pessoa irada a destruir a pessoa que a enraivece.
Não responda com raiva. Em Colossenses 3:8, a Bíblia diz assim: “Livre-se de tudo
isso da raiva, da paixão, do sentimento de ódio. E não saia da vossa boca nenhum
insulto, nenhuma conversa indecente”.(LH)
Nem sempre essa ira é explícita. Muitas vezes ela se esconde por detrás de amargura,
ressentimento, desdém, irritabilidade, indignação, fúria, ou outra reação de agressão
embutida nas atitudes tomadas para com a outra pessoa. Aquele que vive irado, não
tem paciência com os erros dos outros, pensa ser a pessoa mais perfeita do mundo,
e com isso por qualquer motivo agride com palavras que ferem, esquecendo que há
poder de morte em tais palavras.
Também outro obstáculo que precisa ser removido, são os gritos. Quanto mais alta
a voz menor a comunicação. “Toda amargura, cólera, ira e gritaria, e blasfêmia sejam
tiradas dentre vós, bem como toda a malícia” (Efésios 4:31). Toda criança criada
em um ambiente de gritaria pode se tornar um adulto mutilado emocionalmente. Quando
a comunicação é constituída de gritos, o ambiente se torna pesado, impossível de
ser vivido. Se quisermos que o nosso lar se torne agradável, e aconchegante, temos
que observar até o tom da nossa fala, pois assim estaremos trazendo paz, e maior
condição de comunicabilidade.
Os palavrões, palavras destrutivas, inúteis, não deveriam nunca ser faladas em família.
São as chamadas ”palavras torpes” que a Bíblia se refere em Efésios 4: 29 e 30.
Palavras que não ministram graça aos que as ouvem.
A nossa comunicação deve ser agradável, bondosa, calma, e direta. Esse é o ABC da
comunicação. Você já teve uma experiência essa semana em que conseguiu por em prática
um ou mais desses princípios?
No próximo artigo, estaremos abordando algumas ações negativas e prejudiciais para
uma boa comunicação.
Aguarde-nos, pois ainda temos o que aprender dentro desse assunto. Não o esgotamos
ainda.
Seja abençoado(a)
Raquel Andrade de Almeida
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