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COMUNICAÇÃO FAMILIAR (2ª Parte)
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Dando continuidade ao nosso estudo iniciado no mês passado, sobre Comunicação Familiar,
abordaremos agora alguns aspectos ou razões, que ao meu ver, demonstram o porque
de algumas pessoas terem maior dificuldades na comunicação do que outras.
O primeiro caso que quero salientar é o daquelas pessoas que têm uma personalidade
introvertida, tendo dificuldades de se comunicarem mais profundamente. Suas idéias,
seus sentimentos não são revelados com facilidade, ou até mesmo, nunca são revelados.
Essas pessoas gostariam de ser diferentes, mas demoram a encontrar solução para
esse problema, pois faz parte da sua personalidade esse modo de ser.
Outro fator que traz impedimento a uma boa comunicação, para outro grupo de pessoas,
é o de se sentirem inferiores. Elas pensam que não tem nada a oferecer, estão sempre
se comparando com outras pessoas, e assim acham que suas idéias não têm valor, ficando
assim “enrustido”, fechado, evitando opinar, não expressa o que pensa, achando que
ninguém dará crédito ao que ele disser.
Para outro grupo de pessoas por terem sido humilhadas quando tentaram se comunicar,
agora não conseguem mais falar, com medo da rejeição, preferindo ficar de boca fechada.
Conheci uma senhora que por ser expansiva e alegre, certa vez foi chamada sua atenção
com grosseria pelo seu marido na frente de muitas pessoas, e ela há 30anos não tem
mais coragem de falar em público, coisa que antes ela fazia com a maior facilidade.
Que pena tanto potencial desperdiçado. Houve um bloqueio naquele instante, fazendo
com que ela não tivesse mais confiança de não mais ser envergonhada por outras pessoas.
Ainda existem aquelas pessoas “orgulhosas”que nunca querem ser contrariadas, se
alguém discorda delas aí elas se fecham, acham que não vai adiantar falar nada,
cortando qualquer possibilidade de comunicação. Essas pessoas aparentam ser pessoas
mansas, quietas, quando bem lá no fundo são orgulhosas.
Há ainda outro tipo de pessoas. São aquelas que não aprenderam a se comunicar por
terem sido reprimidas na sua infância. Não foram incentivadas a conversarem. Pais
que repreendem seus filhos dizendo que falam demais, ou até mesmo não parando para
ouvi-los, demonstrando assim com essa atitude que não considera o que a criança
tem a dizer. Quando se tornam adultas essas pessoas, pensam: por que falar se ninguém
está me ouvindo?
Talvez você se enquadre em qualquer um desses tipos de pessoas aqui citadas. Quero
lhe dizer que você pode melhorar e muito. Há saída para esse quadro negativo na
área da comunicação em sua vida. Você pode se empenhar em melhorar a qualidade dos
seus relacionamentos. Isso trará uma melhoria de vida, para você, e para quem você
tem que conviver.
Aguarde-nos, estaremos voltando trazendo algumas soluções práticas para que essa
melhoria aconteça.
Aguarde-nos e seja abençoado!
Raquel Andrade de Almeida
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