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Casados e Felizes
FRUTO DO ESPÍRITO NO RELACIONAMENTO FAMILIAR (10)
Mas o fruto do Espírito é... Domínio Próprio.... Gálatas 5:22

O crescimento do fruto do Espírito em nossa vida ou mesmo em nossos relacionamentos familiares, está apoiado em uma série de fatores. Não podemos simplesmente dizer: “Vou cultivar um horto de alegria, ou um bosque de bondade!”.

Quando a vida do Espírito é iniciada, verificamos que o fruto é como um cacho de uvas, cada bago perfeito, mas todos em um cacho.

Assim, quando o amor começa a crescer, a paz, a alegria e a bondade se desenvolvem também. E paralelamente a esses valores estará crescendo a temperança ou domínio próprio, a última das nove manifestações do fruto.

Para que sejamos vitoriosos e obtermos o desejado por nós em nossos relacionamentos, precisamos de uma completa autodisciplina e de total autocontrole. Em Provérbios 16:32 diz: “Maior é aquele que se domina do que aquele que conquista uma cidade”. Essa pessoa leva calma e bom juízo a uma crise. Considero mais corajoso aquele domina os seus próprios desejos do que aquele que conquista os seus inimigos; pois a vitória mais difícil é a vitória sobre o próprio eu. Nenhum conflito é tão severo como daquele que se esforça por subjugar a si mesmo.

Domina-te a ti mesmo. Enquanto não tiveres conseguido isso, serás apenas um escravo dos teus impulsos, levando-o a fazer coisas que depois te arrependerás. Recusando-se a levar uma vida indisciplinada evitamos muitas dores e mágoas profundas. A colheita dessa indisciplina ocorre ainda muito depois de Cristo nos perdoar, e por isso é tão importante aprender a viver sob o domínio próprio. O excesso exige mais excesso e só a disciplina do espírito pode quebrar o círculo de egoísmo. O escritor de Eclesiastes experimentou todos os excessos da vida e mesmo assim nos seus momentos finais recomenda: “Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer” (Eclesiastes 12:1).

Nunca houve uma época de necessidade de autodomínio como esta em que vivemos. Nossa sociedade semeou vento e está colhendo tempestade. Estamos aterrorizados com a devassidão que assola nossas cidades e a violência que destroça nossos lares. Quantos lares onde o descontrole impera, onde já não se comunica com palavras brandas, mas ao contrário só se vê gritaria, impropérios, xingamentos, atitude de agressividade, tanto verbal como física. Até quando continuaremos dessa forma onde o domínio próprio não é visto e muito menos sentido? Famílias que levam tudo na briga, constantes são as atitudes de descontrole nas suas relações. Não se pode dizer tudo o que vem na cabeça, com a idéia que devemos ser sinceros. Precisamos contar até 100 para não sair falando e nem fazendo algo que mais tarde iremos colher os frutos, e que frutos! Casais que por qualquer motivo já estão falando em divórcio, nem sentindo o peso do que estão falando, achando que esse é o melhor caminho a seguir, isso porque esquecem que o primeiro passo para o autocontrole é o desejo de viver segundo as normas, e disciplinarmos pelas leis de Cristo. A Palavra de Deus nos diz que Deus detesta o divórcio(Malaquias 2:16), porque é contra o seu plano para a família, cruel para a esposa rejeitada, e injusto para os filhos.

A liberdade de tomar decisões é privilégio do cristão, o que lhe desenvolve o caráter. Xantipa, mulher de Sócrates, tinha um mau temperamento. Alguém perguntou ao filósofo por que ele não ensinava a esposa. Sócrates respondeu: “Meu objetivo na vida é dar-me bem com as pessoas. Escolhi Xantipa porque sabia que se pudesse viver bem com ela, poderia viver bem com qualquer pessoa”.

Ele escolheu para si mesmo um desafio. Porém nossa tendência é evitar aqueles com os quais temos dificuldades de conviver. É mais fácil gostar daqueles que se assemelham conosco. Precisamos orar pedindo a Deus, com toda a sinceridade, a sabedoria. Nessa oração deve haver humildade, renúncia de desejos, reconhecimento da necessidade de auxílio, para vivermos demonstrando o fruto do Espírito, domínio próprio, em nossas relações, mesmo que tenhamos que conviver com pessoas bem diferentes do conceito que temos de normalidade. Tenho certeza que cresceremos muito, na busca do equilíbrio que tanto necessitamos para vivermos dias de paz e de descanso para as nossas almas, e em família principalmente, onde deveria ser um lugar como Billy Graham em um dos seus livros descreve, que o lar “é um lugar onde até a chaleira canta de felicidade”.

O domínio próprio é a última das características do fruto do Espírito que estudamos por algum tempo juntos. O meu desejo é que você leitor tenha sido edificado com esta série de estudos. E que não fique apenas na leitura, mas sim na prática dos mesmos.

Aguarde-nos e seja abençoado(a)

Raquel Andrade de Almeida
Coordenadora do curso Casados e Felizes
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