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FRUTO DO ESPÍRITO NO RELACIONAMENTO FAMILIAR (9)
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Mas o fruto do Espírito é ... Mansidão... Gálatas 5:22
“O fruto do Espírito é:... Mansidão”. Quando Paulo fala de mansidão como fruto do
Espírito, está descrevendo a atitude de alguém ante Deus, não ante o homem. Então
se nossa atitude perante Deus é de mansidão, perante o homem a pessoa está impregnada
do mesmo espírito. A mansidão nesse caso não parte de uma fraqueza vacilante, mas
de uma força que nos compele a fazer a vontade de Deus em face de qualquer adversidade.
Ser manso é ter poder, coragem, dignidade de caráter, é ser forte e ao mesmo tempo
humilde. A mansidão é altruísta, não fura fila de supermercados, não dá cotovelada
nos outros a fim de afastá-los do caminho, prefere o próximo a si mesma, e aceita,
sem queixa, o que lhe foi deixado. A mansidão é parenta próxima do amor!
Deus prometeu: “Os mansos terão regozijo sobre regozijo no Senhor” (Isaías 29:19).
Isso é verdade, porque o homem que é realmente manso ante Deus aproxima-se do seu
trono com absoluta honestidade e abandono. E nessa liberdade de honestidade há grande
e maravilhosa alegria. Uma boa pergunta a fazer a si mesmo: “São minhas orações
inteiramente altruístas?” Procure atentar para as suas orações. Suas orações são
sempre para as suas necessidades ou as da sua família? Pode o Espírito Santo movê-lo
a orar pelos outros, pela sua esposa, pelo seu marido, pelos seus filhos, esquecendo-se
de si mesmo? Creio que muitas das nossas orações egoístas quando feitas, faz o Senhor
até “sair da sala” para não nos ouvir. As orações egoístas trazem pequenas messes,
mas as altruístas abundância de frutos.
Quando adoramos em absoluta mansidão e manifestamos esse fruto em nossa vida, nosso
procedimento torna-se naquele que agrada a Deus e serve de testemunho primeiramente
aos da nossa casa. Plutarco perguntou uma vez como a figueira, cujos ramos, hastes,
raízes, e folhas, que são tão amargos, podia dar frutos tão doces e saborosos. Pode-se
também perguntar como o fruto doce do Espírito cresce no fundo amargo da nossa natureza
humana. Podemos desconhecer a resposta, mas sabemos o resultado quando honesta e
despretensiosamente chegamo-nos a Deus na mansidão. Então realmente aprendemos a
viver.
Temos visto muitos bons casamentos se desintegrarem por falta de mansidão. Há muitas
situações que exigem mansidão na vida matrimonial! Você já ouviu algumas destas
afirmações?
“Você gosta de me dominar”
“Irrita-me a sua interferência”
“Detesto vir para casa, não tenho um momento de paz”
Não acho que você seja justo; eu tenho que fazer tudo”
“Por que você não para de me censurar? Você me cansa”
Você nunca faz isto...”
VOCÊ NUNCA... NUNCA...
“Você nunca guarda as suas roupas”
“Você nunca deixa o tubo de pasta dentifrícia tampado”
“Você nunca apaga as luzes”
“Você nunca esvazia seus bolsos”
" Você nunca... nunca... nunca...”
Estas frases carregam com elas farpas. É um meio de estarmos demonstrando o oposto
de um espírito manso e humilde. Para quem as ouve torna-se um empecilho para mudar,
pois soa como queixa, murmuração, azedume. Ninguém consegue viver com uma pessoa
amarga, com cara amuada.
Li sobre certo marido que, depois de acirrada discussão com a esposa, colocou uma
tábua no centro da cama de casal para separá-los. Todas as noites eles dormiam como
santos, guardando porém , amargura no coração. Certa noite, no culto, eles ouviram
uma mensagem sobre o perdão. Foram então tocados pelas palavras do pregador e sentiram
impelidos a reconciliar-se e recomeçar vida nova. Porém, quando foram deitar-se
naquela noite, a esposa chegou um pouco mais perto do marido, pensando desta forma
reabrir o contato entre os dois. Mas ele disse: “Você empurrou a tábua”. “Não ,
não empurrei” respondeu a esposa. “Empurrou sim. Ela caiu sobre mim___ E você o
fez de propósito.” E toda aquela ferida abriu-se de novo. E demorou muito tempo
para sarar, pois a mansidão não fazia parte daquele relacionamento.
Esse episódio parece ridículo, mas na realidade trata-se de um caso verídico. A
lição que tiramos dele é: Não deixe o sol se por sobre a vossa ira. Essa é uma boa
prática. É necessário ser submisso ,ceder, dobrar o pescoço, pedir perdão. E você
verá como isso curará situações difíceis.
Deixe o Espírito de Deus trabalhar em você e fazer com que o fruto da mansidão esteja
permeando os seus relacionamentos. Não tenha medo de humilhar-se em mansidão. Deus
virá a você, Ele falará e lhe trará cura e restauração.
No próximo artigo estaremos abordando outro fruto do Espírito que é: ... Domínio
Próprio...
Aguarde-nos e seja abençoado(a)
Raquel Andrade de Almeida
Coordenadora do curso Casados e Felizes
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