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ORQUESTRA FILARMÔNICA
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Prezado visitante:
Obrigado por acessar o espaço reservado à Orquestra Filarmônica da 1ª Igreja Batista
da Lapa.
Mas, afinal de contas, o que é uma Orquestra Filarmônica?
Há muito tempo (Na Grécia antiga) o vocábulo Orkèstra era utilizado para designar
o lugar (espaço físico) que os músicos ocupavam no teatro ao executar seus instrumentos
- bem diferente do conceito que temos hoje. Com o passar dos anos e dos períodos,
a história foi mudando o curso do emprego das palavras e chegamos à contemporaneidade
designando Orquestra como um conjunto organizado em seções ou naipes as quais classificamos
como Cordas, Madeiras, Metais e Percussão, contendo um ou mais instrumentista capaz
de interpretar cada parte a ser executada.
Já no século XVI com o aprimoramento da confecção dos instrumentos de cordas e madeiras,
os grupos começaram a crescer e os conjuntos formados para o entretenimento das
cortes européias, começaram a desenvolver um papel cerimonial, crescendo também
em tamanho e importância, gerando diversas formações e estilos de grupos musicais
como Quintetos, Sextetos, Cameratas etc. Na Itália (particularmente em Roma), surge
o conjunto de Cordas e na Alemanha, surge o conjunto de Metais para a execução específica
de uma forma musical típica (a suíte). Daí derivam também os conjuntos das cortes
Francesas e Inglesas.
No século XVIII, grande parte das cortes Alemãs e Austríacas possuíam conjuntos
baseados também nas formações Francesas. Ganha nova concepção de agrupamento musical
e passa a ser constituído na seguinte forma: Cordas divididas em quatro partes,
um par de oboés, fagote (madeiras) e um baixo contínuo (característica do período
e de suas composições) geralmente executado pelo cravo. Às vezes (dependendo do
caráter da cerimônia ou do espetáculo) eram acrescidas flautas doce ou transversais,
além de trompetes e tímpanos (esses, introduzidos especificamente pela música cerimonial
militar).
Por volta de 1790, uma orquestra padrão, consistia em 23 violinos, 07 violas, 05
violoncelos, 07 contrabaixos, 05 flautas e obóes, 02 clarinetas, 03 fagotes, 04
trompas, 02 trompetes, tímpanos e 02 cravos.
Em meados do século XIX, os instrumentos de cordas sofrem uma grande evolução em
sua fabricação e qualidade de sonoridade. Os instrumentos de madeiras, sofrem a
mesma evolução e alguns compositores do período romântico passam a explorar essas
características aprimoradas dos instrumentos, juntando à técnica de execução virtuosística
dos instrumentistas. Passam então a escrever grandes obras para grandes grupos orquestrais
(70 músicos em média). Surgem novos instrumentos e começam a ser incorporados à
Orquestra.
A orquestra do século XX passa a incorporar instrumentos de percussão de todas as
origens, redesenhando e definindo a seção da percussão.
Atualmente, uma Orquestra Sinfônica (ou Filarmônica - explicaremos mais adiante),
é composta tipicamente por:
32 violinos;
12 violas;
12 violoncelos;
08 contrabaixos;
04 de cada um dos instrumentos de madeiras (flauta, oboé, clarineta e fagote);
08 trompas;
04 trompetes;
03 trombones;
01 tuba e;
Percussão.
E qual é a diferença entre uma Orquestra Sinfônica e uma Orquestra Filarmônica?
Na essência e na instrumentação, nenhuma, pois ambas executam o mesmo tipo de repertório.
A diferença encontra-se na manutenção do grupo uma vez que o vocábulo SINFÔNICO
deriva de SINFONIA (Orquestra apta a executar sinfonias - forma musical desenvolvida
após o período do Renascimento). Por FILARMÔNICO entende-se um grupo formado por
músicos e mantidos por patrocinadores (membros de sociedades musicais, lítero-musicais,
eclesiásticos ou amadores de música) que a mantêm a seus serviços ou por amor à
arte. Ambas possuem a mesma formação e são capazes de executar o mesmo repertório.
Na próxima oportunidade, falaremos acerca dos instrumentos que compõem esse universo
maravilhoso chamado orquestra, iniciando pela seção das cordas e seu representante
mais famoso: O violino.
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José Roberto dos Santos é Bacharel em música OMB 26853 - Cresp, 1º Tenente do Quadro
de Oficiais Músicos da Polícia Militar do Estado de São Paulo, membro da Sociedade
Internacional de Música Militar e Diretor da Orquestra Filarmônica da 1ª Igreja
Batista da Lapa.
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