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Madeiras
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Os instrumentos de sopro conhecidos como Madeiras são, como seu nome sugere, feitos
basicamente de madeira, apesar de vários modelos de flautas, flautins e em especial
os saxofones terem seus corpos fabricados em metal. O som é produzido pelo sopro
do instrumetista que faz vibrar uma palheta, ou entrando no instrumento através
de um orifício oval (no caso das flautas e flautins). Em ambos os casos, uma coluna
de ar é posta em vibração dentro de um tubo oco. O comprimento dessa coluna determinará
a altura da nota. Para isso, adotamos os princípios físicos de que:
1. Quanto mais curta a coluna de ar, mais aguda será a nota e;
2. Quanto mais longa a coluna de ar, mais grave será a nota.
Em cada instrumento de sopro há uma série de orifícios perfurados ao longo do tubo.
Esses orifícios são controlados por um sistema de chaves, molas e alavancas, algumas
das quais controlam orifícios que, de outra forma estariam fora do alcance dos dedos
do instrumentista.
No final do século XVIII – quando Haydn estava escrevendo suas últimas sinfonias
e Beethoven estava para escrever sua primeira – o naipe de madeiras consistia em
duas flautas, dois oboés, duas clarinetas e dois fagotes. Durante o século XIV,
versões maiores ou menores desses instrumentos principais foram sendo incorporadas
à orquestra, aumentando assim a extensão das notas e a variedade de timbres, de
tal modo que a formação do naipe de madeiras na orquestra moderna frequentemente
inclui:
Flautas e Flautim;
Oboés e Corne-Inglês;
Clarinetas e clarineta baixo;
Saxofones (ocasionalmente);
Fagotes e contra-fagotes.
Enquanto o som produzido no naipe das cordas funde-se em um todo, os sons do naipe
das madeiras são mais distintos, mais individuais, tendendo mais ao contraste que
à fusão. No naipe das cordas, vários instrumentos do mesmo tipo tocam a mesma parte,
ao passo que cada executante dos instrumentos de madeira tem sua parte individual
para tocar. Não raro, vários instrumentos de madeira fazem solos. É por esse motivo
que se dispõem no centro da orquestra, em um plano mais elevado que o das cordas
e diretamente em frente ao Maestro.
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