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Orquestra
VIOLINOS
Não se pode precisar exatamente uma data para as origens do violino. Não se sabe como ou quando esse instrumento foi inventado. A literatura de que trata o assunto prefere usar de incerteza e imprecisão, pelo cuidado de não transmitir informações errôneas a respeito do caso. O que se sabe na verdade, é que na idade média, houve a transformação, aperfeiçoamento e criação de inúmeros instrumentos de cordas friccionadas. Dentre eles, pode-se destacar até mesmo como antecessores do violino:

1. Rabab árabe – também conhecida como Rabeca de espigão – mais tarde Rebec européia (que possuía 3 cordas);
2. Rabeca ou vielle (possuindo 5 cordas).

O certo é que por volta da primeira metade do século XVI, o violino aparece pela primeira vez na Itália. Durante aquele período, os instrumentos de cordas friccionadas mais comumente existentes na Europa eram os da família das violas diferentes, porém do violino.

Com o passar do tempo, os autores começaram a dar preferência aos violinos e substituir por estes as violas em razão de sua versatilidade, agilidade, timbre e brilho sonoro que possuía, a ponto de hoje, as violas serem usadas apenas como instrumentos de época, objetivando a execução de músicas do período antigo, medieval, renascentista e parte do barroco.

Cabe ressaltar que na orquestra moderna, Violinos, Violas, Violoncelos e Contrabaixos, são “desenhados” construídos e executados da mesma maneira. Isto significa que seu formato, sua quantidade de cordas, forma de execução são exatamente iguais, diferindo apenas em tamanhos. Aqui, temos que compreender o sentido “lato” da afirmação. Por exemplo: As quatro cordas da viola são maiores que as do violino. As quatro cordas do violoncelo são maiores que as da viola e menores que as do contrabaixo que é o maior de todos os instrumentos de cordas. Exceção vamos encontrar nos arcos, onde quanto menor o instrumento, maior será seu arco, sendo portanto o violino o instrumento de menor tamanho e possuidor do maior arco dentro do naipe.

O violino e seus “irmãos” de naipe são construídos contendo quatro cordas confeccionadas antigamente em intestinos de carneiro; posteriormente em metal ou nylon. As cordas são esticadas sobre uma caixa oca de madeira. As cordas, fixadas no estandarte, passam sobre o cavalete e permanecem alongadas até o cavalete e vão até as cravelhas. Por impedir que as cordas toquem o tampo, o cavalete as deixa livre para que possam vibrar. O tampo e a parte superior geralmente são construídos em Pinho de Riga e o restante em Sicômoro (madeiras nobres). Uma camada de verniz especial é sempre aplicada a fim de preservar a madeira e conservar o instrumento.

Sua afinação dá-se em quintas. Assim sendo, teremos as seguintes notas friccionando as cordas soltas:

1. Sol 2;
2. Re 3;
3. La 3 e
4. Mi 4.

O arco é formado por uma vareta composta de ponta, talão (para esticar a crina), e crina (geralmente de cavalo) ou sintética.

As partes que formam o violino são: Queixeira, cavalete, cordas, cravelhas, voluta, estandarte, tampo, braço, caixa sonora e sua alma (pequeno cilindro de madeira encaixado dentro da caixa sonora que tem por função manter a distância necessária entre o tampo e o fundo da caixa a fim de deixar o som vibrar).

Na próxima oportunidade, seguiremos nossa viagem com o segundo membro de nossa seção das cordas: A viola.
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