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Fabiana Graziola
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A nossa entrevistada do mês de Fevereiro é a irmã Fabiana. Sempre quieta, aparentemente isolada, mas com uma gama de atividades muito intensa e trabalhando arduamente em várias tarefas simultâneas, a Fabiana é um exemplo forte de dedicação à obra na casa de Deus, e que nos surpreende a cada dia. Quando nos aproximamos dela, vemos o lado alegre e descontraído que contagia um imenso coral que tem sob sua responsabilidade, e que tem crescido tanto em quantidade de participantes, mas principalmente na qualidade. Exemplo disso foi a Cantata de Páscoa de 2006 que ela dirigiu. Curta um pouco do que ela é, e o que pensa nas suas declarações abaixo.
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Site IBL:
Que mensagem a irmã deixaria para o nosso internauta?
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Fabiana Graziola
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A igreja não é o templo, a igreja somos nós. Portanto: ame e sirva.
Como amar? Ore pelos nossos pastores e pelos líderes que estão à frente dos inúmeros trabalhos que são feitos em nossa igreja. Tome a iniciativa de construir relacionamentos de amizade com os nossos irmãos. Nossa igreja é muito grande e se não nos movimentarmos no sentido de construir relacionamentos, corremos o risco de nos perdermos na multidão.
Como servir? O texto de Mateus 12:30 diz o seguinte "Quem não é comigo é contra mim; quem não ajunta, espalha". Eu penso que este texto quer dizer: se você pode cooperar com a obra de Deus através do seu trabalho: trabalhe. Existem muitas atividades que podem ser feitas em uma igreja. Se você não pode ou não quer trabalhar na sua igreja, não critique os que se dispuseram ao trabalho. Se você tem uma sugestão de melhoria, encaminhe para o líder do trabalho, mas não a deixe se tornar uma crítica que irá prejudicar a igreja.
Aos irmãos do site: deixo meu agradecimento pelo convite para participar dessa entrevista.
Que Deus abençoe a todos vocês!!!!
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Site IBL:
Como os interessados em participar do Coral da Família devem proceder para ingressar? Quais são os pré-requisitos?
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Fabiana Graziola
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Para participar do coral, o interessado deve ser membro de nossa igreja, manifestar interesse em participar do grupo, falando comigo ou com qualquer outro membro do coral, e deve passar por um período de Discipulado. O Discipulado ocorre aos domingos pela manhã após a EBD e é uma fase de preparação em que o interessado em participar de qualquer atividade musical de nossa igreja será orientado sobre vários temas relacionados ao papel do músico na igreja. Nesse período, o interessado poderá participar dos ensaios do grupo, porém, não poderá tomar parte das apresentações sem que tenha completado um ciclo mínimo de preparo no Discipulado. Para entrar no coral, não é necessário saber música. Porém, é desejável que se tenha o mínimo de afinação para cantar uma música. É mandatório que se tenha um coração humilde, disposição para servir e, para os que não sabem música, que se tenha disposição para aprender música, afinal, música é uma arte que pode ser aprendida.
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Site IBL:
Como você analisa a música na nossa Igreja? Como você vê a atuação do Departamento de Música nas muitas atividades da nossa Igreja?
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Fabiana Graziola
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Acho que temos muito para melhorar em qualidade e disciplina. Existe uma vontade muito grande em estruturar melhor o Departamento de Música. Porém, entendo que de nada adianta o esforço de quem quer que esteja coordenando ou trabalhando nesse Departamento sem que as mais de 500 pessoas que fazem parte da música de nossa igreja tenham o mínimo de disciplina e respeito para com o trabalho que tem sido feito. Quando aumentar o número de músicos que orem e que saibam cantar, tocar, respeitar autoridade, ter compromisso e humildade em servir, aí sim, acho que teremos um resultado musical melhor em nossa igreja.
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Site IBL:
Quais são os seus projetos pessoais principais em curso ou ainda por iniciar? E no âmbito da música?
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Fabiana Graziola
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Existem muitas coisas que eu quero fazer e aprender. Estudar outras línguas, esmerar-me em meu trabalho através de novos cursos, viajar, ler muitos livros, ouvir muita música, voltar a estudar música. Enfim, planos não faltam. Mas um dos que eu espero cumprir é o de voltar a EBD, pois confesso que eu não tenho sido uma aluna freqüente e esse é um tempo muito importante em que podemos aprender mais sobre a Palavra de Deus.
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Site IBL:
Qual o tipo de música que mais lhe agrada, ou que você mais prefere reger? E para tocar? Tem alguma preferência?
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Fabiana Graziola
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A música é uma linguagem universal, pois todos os povos da terra se expressam através dela e por isso suas formas de expressão variam no tempo e no espaço. Ouvindo, tocando ou regendo eu gosto de boa música e o músico deve ouvir música para aprender e saber a diferenciar o que é bom do que é ruim. Uma boa música tem melodia, tem ritmo, tem harmonia e no caso de música cantada, tem uma letra que deve passar alguma mensagem através de poesia ou de prosa, que é o caso do rap. Para mim, uma boa música pode ser um hino do Cantor Cristão (exemplo do Castelo Forte que foi composto por Martinho Lutero há mais de 500 anos atrás), pode ser uma cantata de Bach, pode ser um cântico do Daniel Sousa ou do Fernandinho, pode ser uma música do Petra ou do Oficina G3, pode ser um rap, pode ser um samba ou pode ser um cântico de algum anônimo cuja letra diga: "Deus está aqui, tão certo como o ar que eu respiro, tão certo como a manhã que se levanta, tão certo como eu te falo e podes me ouvir" (isso não é lindo demais?). A poesia da Bíblia não se esgota e tenho sentido falta da Sua mensagem nas letras que têm sido cantadas em nossas igrejas, pois ultimamente repete-se muito um determinado refrão que carece de conteúdo. Eu sinceramente espero que ocorra uma melhoria na qualidade de nossa música, pois existem cânticos que musicalmente são ruins e que têm letras muito pobres.
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Site IBL:
Sabemos que você divide também o seu tempo como flautista da Orquestra da nossa Igreja. Como é esta divisão? Tem alguma preferência? Não ocorre sobrecarga com tantas atividades?
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Fabiana Graziola
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Faz mais de 15 anos que toco na orquestra, e nesse período tive a oportunidade de também cooperar em algumas outras atividades em nossa igreja, tais como: Departamento infantil, Conselho da Escola Modelo Cristão, aulas de música e depois coordenação de curso de música quando existiam aulas de música no Seminário de nossa igreja. No ano passado, me afastei da orquestra devido ao meu trabalho secular e foi difícil para mim não ter tido condições de ensaiar e participar na cantata de natal de 2006. Respondendo a pergunta: Amo os trabalhos na orquestra e no coral. Sim, ocorre sobrecarga, mas espero que Deus me dê graça para continuar a servir nesses dois lugares.
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Site IBL:
Conte-nos algo relevante que marcou este período de regência na frente do Coral da Família. Quais têm sido seus principais desafios?
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Fabiana Graziola
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Durante o período em que estou como regente, tenho certeza que os maiores desafios do grupo foram as Cantatas que apresentamos no Natal de 2004 e na Páscoa 2006. No Natal de 2004, tivemos o privilégio de inaugurar o Data Show com a apresentação das letras dos hinos através do trabalho feito pelo Marco Aurélio Romeu e a Mônica Cobuci. Começamos o planejamento da Cantata de Natal no início de 2004 e os ensaios começaram mais ou menos em maio. Fizemos uma coletânea de hinos de cantatas de Natal que já haviam sido apresentadas em nossa igreja, a orquestra participou com arranjos que foram exclusivamente preparados para esse dia, tivemos um pouco de teatro e dança e foi tudo muito lindo, simples e abençoado. 2006 foi mais difícil, pois tivemos um tempo de preparação menor e uma montagem bem maior e mais complexa, com muito mais movimento, pessoas e detalhes. Mas graças a Deus que existiram as Ritas (Cirne e Strauss), a Wanda Souza para ajudarem com a dança e o teatro e vários outros irmãos que se esmeraram com os muitos detalhes que uma apresentação desse tamanho exigiu. Nessa época, o púlpito da igreja estava começando a ser reformado e tínhamos uma preocupação muito grande com o som e com a estrutura física do púlpito (lembro que muito próximo do dia da apresentação, tivemos ensaios com o acompanhamento da percussão dos trabalhadores que estavam trabalhando nessa reforma). Havia mais de cem pessoas entre coristas, músicos, dançarinas e figurantes, pois fomos abençoados com a participação de irmãos que são de outros grupos de nossa igreja. O resultado me surpreendeu e acho que a todos os que viram a cantata, pois ficou muito bonito! O DVD desse dia é um marco para mim, pois me traz a lembrança do quanto nosso Deus é bondoso, misericordioso e nos capacita para fazer coisas que excedem o limite da nossa visão. Foi tudo muito bonito e especial, mas todo glória e toda honra pelo resultado não são minhas e nem de ninguém que estava ali. Tudo isso foi para a glória do nosso Deus.
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Site IBL:
Como é o importante e intenso trabalho de uma regente de um coral tão prestigiado em nossa Igreja?
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Fabiana Graziola
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O coral da Família tem somente um ensaio por semana, às quintas-feiras das 19:30 às 22:00. No papel de regente, sou responsável pelo repertório e pela formação vocal e musical do grupo. Os corais de nossa igreja têm a orientação do Departamento de Música de participar com dois hinos por culto. No caso do coral da Família, quando temos uma participação maior do que a de dois hinos é em acordo com o preletor do culto para que não roubemos o tempo que deve ser dedicado à leitura e pregação da Palavra de Deus. Participar do louvor através da música é uma responsabilidade muito grande e por isso, antes de um hino aparecer para a igreja, existe muito tempo de estudo e ensaio. O peso dessa responsabilidade para com a obra de Deus já nos fez adiar a apresentação de vários hinos por percebermos que musicalmente falando não estávamos em condições adequadas para fazer parte de um culto. Não somos profissionais, somos servos que querem louvar o nosso Deus através da música e isso exige muito ensaio e dedicação. Por isso, muitas vezes optamos por um hino musicalmente mais simples, mas musicalmente bem feito. Para se ter uma idéia da dimensão desse trabalho, temos exemplos de hinos com duração de 3 minutos que levaram alguns meses de ensaio para ficarem apresentáveis.
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Site IBL:
Como começou o Coral da Família, e como você chegou na posição de Regente?
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Fabiana Graziola
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O Coral da Família se formou em 1997 quando o pr. Ruidemberg estava à frente dos cultos de sextas-feiras e queria um grupão que cantasse durante os cultos. Daí, o irmão Nicolau e a irmã Iolanda começaram a estruturar o tal grupão que acabou sendo conhecido como "Coral da Família" pois o culto de sexta-feira era e ainda é chamado "Culto da Família". Meu primeiro contato com o grupo aconteceu quando a Sueli Sanches era a regente e me chamou para tocar na cantata "Deus Conosco". Participei da cantata e pouco depois o coral ficou sem regente por um longo período. Nesse tempo de deserto, um grupo de irmãos do coral persistiu em oração e manteve o nome "Coral da Família", mesmo sem cantar ou participar dos cultos como um grupo coral. Depois disso, o irmão Adhemar Vilas Boas, que hoje é regente da orquestra, aceitou o desafio de retomar os trabalhos de ensaio e assim o Coral da família ressurgiu. Nessa fase, eu comecei a auxiliar o grupo tocando flauta e no ensaio de vozes femininas. O irmão Adhemar não pode continuar com a regência, e daí o irmão Geraldo Bossert, assumiu a regência. Em 2001, o irmão Geraldo também não pode continuar com o grupo e aí, pela graça e misericórdia de nosso Deus, eu aceitei o convite para ser a regente mesmo sem saber fazer qualquer movimento de regência. Nesse momento, a Virgínia Feldberg Macedo, que depois se tornou a pianista do Coral da família por alguns anos, foi quem muito pacientemente me orientou com os movimentos básicos de regência coral e a Mônica Cobuci, que na época estava aprendendo a tocar piano, muito corajosamente aceitou a posição de pianista do grupo. A minha primeira participação como regente aconteceu, depois de muito ensaio, no casamento do Daniel Gomes e Giovanna em setembro de 2001. Fazendo as contas, em 2006 lá se foram cinco anos desde que iniciei a regência do Coral da Família.
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Site IBL:
Como e quando você começou a se interessar por música? A sua formação secular tem alguma coisa a ver com isso?
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Fabiana Graziola
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Interesso-me por música desde que me conheço por gente. Na minha família existem várias pessoas que cantam e que tocam instrumentos e por isso desde muito cedo eu tive contato com música e aprendi a gostar dela. Mas, apesar de tudo isso, eu só comecei a estudar música aqui na igreja quando o Eloy Sforcin e o Humberto Domenighi eram regentes da orquestra e junto com os integrantes do grupo, começaram a ministrar aulas de música aos domingos depois da EBD. A minha primeira professora de flauta transversal foi a Meire Sforcin e como eu não tinha condições para comprar um instrumento, usei uma flauta da igreja por muitos anos. Depois disso, eu estudei flauta transversal na Universidade Livre de Música (hoje chamada Universidade Tom Jobim) e também tive aulas com o José Roberto dos Santos, que é da nossa orquestra. Não concluí o curso de música, pois tive que escolher entre a música e o curso de farmácia e decidi estudar farmácia. Fiz parte do Coral dos Jovens de nossa igreja e também participei do Coral da USP quando estava na faculdade. Quando comecei a reger o Coral da Família, fui estudar Técnica Vocal no Centro de Estudos Musicais do SESC Consolação. Apesar de parecer muita coisa, pode ter certeza que não é. Ainda tenho muito que aprender e espero poder voltar a estudar.
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Site IBL:
Como e quando foi a sua conversão para Jesus?
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Fabiana Graziola
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Não sou de berço evangélico. Ouvi falar sobre a 1ª IBL através de uma vizinha, a Sueli Macedo, que convidou minha mãe para assistir aos cultos. Eu era adolescente e não queria saber de igreja. Mas, depois de algum tempo, comecei a freqüentar os cultos e a participar da UBA na época em que o Werner Souza era o líder dos adolescentes. Converti-me mais ou menos depois de um ano através de uma pregação do Pr. David Klawa quando tínhamos somente um culto aos domingos e que era realizado na nave inferior da igreja.
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Site IBL:
Conte-nos um pouco sobre a sua família, e também sobre você para que o nosso internauta possa melhor identificá-la.
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Fabiana Graziola
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A minha família é formada por meus pais e um irmão mais novo e, agora, somos todos evangélicos. Minha mãe e eu somos membros da 1ª IBL enquanto meu pai e meu irmão são membros de outras igrejas. Eu sou farmacêutica-bioquímica e atualmente trabalho em uma indústria farmacêutica na área de produção de medicamentos.
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