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Preletor: Pr. Orlando - Culto de Cura e Libertação
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Mensagem do Mês
Preletor(a): Pr Valquírio
Introdução: E veio a palavra do Senhor a Jonas, filho de Ametai, dizendo: "Levanta-te, e vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela porque a sua malícia chegou até mim."
O fugitivo que foi descoberto
Texto: Jonas 1 a 4


E veio a palavra do Senhor a Jonas, filho de Ametai, dizendo: "Levanta-te, e vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela porque a sua malícia chegou até mim."

Foi do Senhor que veio a ordem para a missão a Jonas, como profeta do Altíssimo. E como o Senhor é quem tinha dado a ordem, tal qual deveria ser obedecida!
Havia um grande mal que era praticado pelos habitantes daquela cidade, mas em contrapartida estes habitantes eram objetos do amor de Deus, e daí a razão da ordem. Antes de punir, Deus sempre levanta homens para identificar os males antes de pesar Sua mão sobre os rebeldes. Nosso Deus é um Deus de misericórdia!

A palavra foi direcionada ao profeta para que clamasse contra a cidade porque a sua malícia tinha subido até a presença de Deus. Segundo a Palavra de Deus, o que o homem semear, isto colherá; quem planta, colhe. Quais foram as conseqüências de Sodoma e Gomorra? O que aconteceu nos dias de Noé? Da mesma forma, Jonas não foi à Nínive; e portanto desobedeceu; tomou seu próprio rumo; tirou suas próprias conclusões; tinha preconceito contra os habitantes daquela nação. Mas Deus não é regionalista, e assim, ama a todos, e em todos os momentos da história das nações revelou amar os homens, bem como levá-los ao arrependimento e retorno ao Altíssimo.

O texto diz que Jonas se levantou para fugir da presença de Deus. Mas se Deus é onipresente, onipotente e onisciente, quem pode se esconder dEle? O salmista disse: "Para onde fugirei do Teu Espírito, ou para onde fugirei da Tua face?" O homem jamais poderá esconder-se de Deus. Que atitude mais infantil de Jonas!

Mas sabemos que mesmo os homens de Deus falham justamente por serem humanos. Como Jonas, temos falhado, desobedecido ao "Ide" de Jesus para pregar o Evangelho a toda criatura. Creio que somos responsabilizados em não obedecermos ao Senhor no cumprimento da missão que está bem clara e objetiva na Palavra de Deus. A desobediência tem o seu preço, e não só o desobediente sofre; todos os que se relacionam com ele também sofrem, quer direta ou indiretamente. Os outros também são afetados. No caso, em questão os tripulantes do navio também foram afetados.

Depois Deus envia uma tempestade: surgem prejuízos materiais, o medo e o temor também. E daí vem a crise espiritual. Após questionamentos dos tripulantes, o causador do mal é descoberto. Ele é tirado e jogado ao mar; pois ele tinha confessado sua desobediência. Após ser lançado ao mar, o navio volta à normalidade. Por ventura somos causadores de alguma tempestade?

Já dentro do grande peixe o profeta fujão vive uma grande experiência com Deus. É nas crises que conhecemos quão misericordioso e amoroso é o nosso Deus! Quando nos arrependemos e nos humilhamos Ele perdoa.

O texto nos diz que dentro do grande peixe, Jonas angustiou-se, orou, gritou, lamentou, arrependeu-se, e enfim ficou 3 dias e 3 noites nas profundezas do mar. Não no deserto, mas no mar que o profeta viveu dias marcantes. Em Mateus 12:38-40, quando os saduceus e fariseus desejaram ver algum sinal da parte de Jesus, a Palavra de Deus relata: "uma geração má e adúltera pede um sinal, porém, não se dará outro sinal senão o do profeta Jonas". Jesus esteve 3 dias no sepulcro, na terra, Jonas, porém, na água, dentro do grande peixe; ele viveu a morte e a ressurreição.

Então uma nova oportunidade lhe é dada. Os ninivitas seriam alcançados pela pregação de Jonas e segunda vez veio a palavra do Senhor a Jonas. A pregação deveria ser igual à primeira, pois Deus não muda.

A malícia destruía os corações dos ninivitas, mas em havendo arrependimento tudo poderia mudar. E assim, a pregação foi autêntica e o mal havia sido denunciado. Quando a Palavra é pregada conforme a direção de Deus, certamente produzirá seus resultados.

Houve jejum, choro, arrependimento, tanto para grandes como para pequenas autoridades. A nação prostrou, invocou ao Deus verdadeiro, e algo tremendo aconteceu. A Palavra de Deus nos diz que "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de todo o mal". Houve então arrependimento e conversão. A Palavra também nos diz: "Arrependei-vos, convertei-vos dos maus caminhos".

Jonas, todavia, ao invés de alegrar-se com o arrependimento e o perdão de Deus aos moradores de Nínive, entristeceu-se. Com isso, Jonas revelou-se frágil em amar seu semelhante. Por acaso Deus, que é compaixão, se esqueceria dos 120 mil habitantes de Nínive? Certamente que não! Que valor damos às coisas? As coisas transitórias são mais importantes? Que valor damos às almas sem Cristo e sem salvação? Jonas, apesar de profeta, revelou uma visão limitada do valor de uma alma arrependida.

Será útil não procedermos como Jonas. Temos que proceder prontamente ao "Ide" de Jesus, pois "é melhor obedecer do que sacrificar". Esta ordem está explícita à igreja em Mateus 28:19 e 20.

Portanto: OBEDEÇAMOS. Amém.

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